13/08/2018

Tom Jobim, Dona Ivone Lara e outros gigantes do Brasil estão no álbum Legacy & Alchemy

Com a voz da cantora Alexandra Jackson, Legacy & Alchemy conquista Brasil, Estados Unidos e o mundo com uma fusão de musicalidades

Ao prestarmos homenagem, estamos forjando um caminho adiante”, explica Robert Hebert, a força motriz por trás de um esforço de três anos para chegar ao resultado de um projeto em que a música brasileira e americana se encontram. 

Ao contemplar os grandes nomes dos dois países e traçando as histórias compartilhadas, “Alexandra Jackson: Legacy & Alchemy” transforma a complexidade esquecida da música popular há décadas em um álbum de estreia contemporâneo para a nova cantora internacional Alexandra Jackson. A artista pode ser nova para a cena, mas ela está nos ombros de gigantes, muitos dos quais fazem uma aparição no álbum.

O projeto pode se orgulhar ao dizer que possui a última gravação da formidável Dona Ivone Lara, que nos deixou no início de abril.

Sua contribuição ao samba é homenageada em “Sonho Meu” e “Força de Imaginação”, que também apresentam uma das estrelas em ascensão do samba, Pretinho da Serrinha, além de Alexandra. Essas faixas conquistaram elogios e entusiasmo no Brasil, que sabe da importância de suas canções para a herança musical. "É difícil exagerar seu legado, com toda a sua tenacidade e criatividade. Ela foi inovadora", explica Hebert. “A importância de Dona Ivone Lara e o respeito que estamos pagando por seu legado conquistaram muita atenção da mídia brasileira. Parece um grande elogio ao projeto ”, diz Hebert.

Legacy & Alchemy: um álbum onde Brasil e Estados Unidos “conversam”


"Al sempre abordou todas as músicas exigindo a perfeição de todos os envolvidos, do letrista às suas próprias tomadas", diz Hebert. O lado americano da equação alquímica é igualmente impressionante. Al Jarreau se juntou ao projeto dando unidade ao entendimento mútuo, enquanto “All One”, composta por Oscar e Lorraine Castro-Neves já chegou ao posto de 17ª canção mais ouvida da Billboard. Sendo assim, também marca história, pois foi sua última gravação em estúdio. Por isso, Lins é um dos principais contribuintes do álbum, como uma homenagem tardia a Miles, se juntando ao “Corcovado” que reproduz uma gravação de Miles dos anos 60.

Essa paixão é comprovada em sua performance final, que presta homenagem tanto à arte de Jarreau, quanto ao seu status de estrela no Br Outros ícones se cruzam em Legacy & Alchemy, de formas que apontam para os laços atuais entre Jazz, Soul americano e Samba brasileiro, Bossa Nova e outros estilos. Miles Davis estava em fase de produção com Ivan Lins quando também nos deixou. 

Os co-produtores de álbuns Hebert e Williams juntam forças em uma composição de obra de Carlinhos Brown: "Veleiros Negros", que Alexandra canta acompanhada pelos melhores músicos brasileiros e norte-americanos. Logicamente, é enriquecida com a voz distinta de Antonio Carlos Jobim de uma gravação de décadas atrás, assim com os vocais distintivos de Ivan Lins e Alexandra Jackson, mantendo o alinhamento do Português ao Inglês. Esses artistas são acompanhados por uma orquestra brasileira e uma seção rítmica do “Hall of Fame”, ambos sob a orientação do brilhante Larry Williams. Juntos, eles magicamente trazem tudo para o dia presente. "Há um enorme caldeirão de música no mundo hoje e eu quero convidar as pessoas a mergulharem nele", instiga a cantora. São eles Paulo Calasans, Teo Lima, Arthur Maia, João Castilho, André Siqueira e o vocalista americano Curtis King. 

Diversos mestres da música em um único projeto 

O ícone Carlinhos Brown é apresentado em outra música do álbum, mas ofereceu uma composição visionária ao projeto, em que Williams e os músicos mestres reúnem a África, o Brasil, o Jazz e o Blues americanos de forma sinérgica. Por fim, a cantora é o fio que liga a complexa tapeçaria. Alexandra dominou a elegância das letras do Português brasileiro e habitou a esperança das músicas em Inglês. Sua voz dá suporte aos mais experientes do projeto, sabendo brilhar nos momentos certos e dando espaço para todos. E finaliza: “Quando Jazz, Blues e Soul se fundem ao Samba e Bossa Nova e vice-versa, essa mistura só fica mais rica”. 

 Serviço: Legacy and Alchemy - www.legacyandalchemy.com

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