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The Baggios mostra repertório do disco “Vulcão” em show no CCSP, dia 14 de março

Os Baggios já percorreram o Brasil e o mundo com o prestígio de ter seus trabalhos em destaque pelos principais meios de comunicação especializados. Em comemoração ao lançamento do seu mais recente trabalho “Vulcão”, a banda sergipana fará um show no CCSP (Centro Cultural São Paulo), no dia 14 de março (quinta), às 21h.
Protagonista da cena musical sergipana, o The Baggios completou 14 anos de estrada em 2018. Criado na histórica cidade de São Cristóvão, o grupo tem a diversidade como base de uma trilha que começou a ser explorada ainda em seu primeiro trabalho, mesclando timbres clássicos aos riffs bluseiros, atrelados ao rock setentista e a música brasileira. 

A banda, que acumula indicação ao Grammy Latino e várias críticas nos veículos especializados, é formada por Júlio Andrade (Vocais, Guitarras, Violões e Baixo), Gabriel Carvalho (bateria) e Rafael Ramos (Piano, Orgão, Baixo). Eles se consagraram, no cenário musical, com o disco Brutown, lançado em 2016.

Para esse show, o The Baggios traz as canções inéditas do CD Vulcão e toca clássicos do seu repertório, como: Saruê, Brutown e Soledad.

Na ocasião, os Baggios recebem Sebastian (Francisco El Hombre).

Serviços do show:

The Baggios
Show no CCSP
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso, São Paulo - SP, 01504-000
Quando: quinta, 14 de março, às 21h
Valor dos ingressos: R$ 12,50 à R$ 25


SOBRE O NOVO DISCO: VULCÃO

Em seu novo trabalho, os Baggios referendam sua trajetória, ao mesmo tempo em que buscam traçar outro caminho. “Vulcão”, faz uma conexão dos ritmos da África com o balanço da música brasileira. Do desert blues ao baião, as percussões latinas se misturam às guitarras orientais e aos riffs do blues num processo maduro, com experimentos e texturas que trazem uma sonoridade ímpar, mesclando o conceito de novo e antigo.

As gravações do CD foram feitas no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, construído pelo lendário produtor Tom Capone. A produção do álbum ganha a assinatura de Julio Andrade, guitarrista do The Baggios. O músico passou os últimos três anos pesquisando sobre música do norte da África, rock psicodélico da Turquia, música oriental e compositores nordestinos da década de 70.

“O Vulcão atrai e ameaça, há beleza e mistério. Sempre cercado da calmaria da natureza, algo feroz acontece no seu âmago e nem todos podem ver, nem todos têm acesso. É lá onde ferve sua essência, o que não se revela”, afirma Julio Andrade, vocalista e guitarrista da banda.

O projeto foi selecionado pelo Natura Musical por meio do edital 2017, com o apoio da Lei Rouanet, e é lançado pelo selo independente Toca do Bandido. “Acreditamos na força do Natura Musical para conectar pessoas, valorizar a criatividade brasileira e revelar a diversidade de cada região do país”, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. “O programa já circulou por 18 Estados, apostando em talentos locais. No Sergipe, viabilizamos o projeto do Coutto Orchestra e, agora, apostamos no The Baggios para representar a cena artística e cultural do Estado”, complementa.

O novo trabalho conta com alguns convidados: a serena e malemolente canção “Bem-te-vi” traz a maciez da voz de Céu e fala sobre empatia e desapego. Em “Deserto”, a afropercussão se une a uma batida dançante e ao riff mântrico da guitarra baiana de Roberto Barreto, além da cultura do grave e da linguagem dub de Russo Passapusso, do Baiana System.

Outras faixas ganham forma e põem o dedo em feridas existenciais, medida que o álbum vai maturando na cabeça dos ouvidos mais atentos. “Louva-a-Deus” clama contra a intolerância religiosa e reafirma que independente de que doutrina você pertença, o propósito é o mesmo. Já “Caldeirão das Bruxas” fala do Yin-Yang, da relutância e da superação dos encegueramentos que a vida mecânica nos traz.

Vermelho Rubi” aposta nas nuances, uma jam psicodélica com texturas produzidas por órgãos e delays, acompanhados de guitarras e percussões orientais, com traços da música flamenca. Já “Limaia” é um verdadeiro caldeirão de ritmos do folclore sergipano, como a Marujada, o Reisado e a Caceteira.

Viola de 12, tambores graves ecoantes, fuzz e batidas tribais chamam atenção em “Vulcão”. A composição está dividida em quatro partes; nelas música brasileira, sons do Mississipi e das bandas africanas dão vida ao desfecho do disco. A letra, que segue a filosofia “Fugere urbem”, reforça que a civilização corrompe os costumes do homem, que nasce naturalmente bom. Revela o “cidadão da mata” que na fuga do caos urbano, busca viver sua calmaria, longe da ganância, do ódio e da vaidade, para assim se conhecer melhor, obter algumas respostas e acessar a sua essência.

Imagem: Alfredo Portugal