A influencer trilhou caminhos que foram do cinema a produção de eventos, hoje estaciona na música e garante que não há nada mais gratificante.

Foto: Divulgação


Em virtude da pressão dirigida aos jovens de forma altamente precoce, muitos escolhem seu roteiro de vida baseado na imaturidade presente. A grande realidade é que cada um tem seu tempo para descobrir e desenvolver o que de fato aprecia e em que espaço vai investir sua vida. Não existe regras. O conflito é natural. 

Com Marisa D'amato, não foi diferente. A artista se deslocou do cinema para a música de forma espontânea e instintiva e conta um pouco da sua trajetória até chegar aos palcos: 


“ Eu produzia eventos no meu bairro em salões de festas nos prédios de amigos, fazia as festas de 15 anos de amigas minhas. Com 18 anos trabalhei como estagiária na área de direção de cinema em uma série e foi aí que me inseri no meio cinematográfico. Em 2015 comecei a produzir eventos em Nova Friburgo, cidade que eu sou fascinada e frequento desde criança. Em 2018, conciliando minha vida entre cinema e produção eventos, surgiu um convite para eu tocar numa festa.” 

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A DJ expõe que antes mesmo da vida adulta, já era ambiciosa e sentia necessidade de ir em busca da sua independência financeira: 

“Eu já fiz muita coisa na minha vida. Eu sempre amei trabalhar, desde nova eu inventava qualquer coisa que estivesse ao meu alcance para ganhar meu próprio dinheirinho. Ao completar 18 anos fiz questão de tirar minha carteira de trabalho e caçar um emprego. Como era nova e não tinha experiência, trabalhei muito em lojas apesar de ser uma péssima vendedora.” 


Questionada sobre os motivos pelo qual deixaram a influenciadora digital encantada pela área de eventos, ela explica: 

“Eu acredito que o que me fascina nessa área é poder criar. Eu amo criar, tirar as ideias da cabeça, colocar no papel e executar. É muito cansativo trabalhar na noite, mas é muito mais gratificante trabalhar com o que realmente amamos fazer. Levar alegria para pessoas, a troca de energia e o reconhecimento do público me traz uma sensação maravilhosa de dever cumprido.”

A vida de DJ inclui uma rotina grande de visibilidade e olhares de desejo. Viver isso exige uma maturidade afetiva enorme dentro de um relacionamento e Marisa conta como reagiria a problemas no namoro vinculados ao trabalho.

“Eu acredito que hoje, aos 27 anos se minha profissão implicasse no meu relacionamento, eu diria um “sinto muito, mas eu escolho minha profissão”. Eu não faço nada além de trabalhar e me divertir com o que minha profissão me proporciona, trabalhar na noite não é sinônimo de traição, ao que muitos pensam.”
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Como nem tudo são flores, a artista conta sobre o investimento necessário e oculto para viver a profissão que ama. O retorno financeiro é incerto mas a necessidade de desembolso monetário é quase obrigatória.

“Eu invisto sempre que posso, financeiramente falando. Eu já fiz dois cursos presenciais de 4 meses cada e durante a quarentena fiz cursos online de gestão de carreira, acessos em portais de música, assessoria de imprensa, roupas, maquiagem e tudo mais que possa acrescentar na técnica, qualidade musical e performance. Ainda tenho muito mais no que investir, mas vou até onde meus pés alcançam. Acho que foi inevitável para todos nós profissionais da área de evento passarmos perrengue durante essa quarentena. Se não tem eventos, não trabalhamos. E se não trabalhamos, não ganhamos.”